Festival de Bandas Filarmonia ao mais alto nível |
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No rescaldo da actuação da BVUS na 5ª edição do "Festival de Bandas Filarmónicas ao mais alto nível" a 1 de Maio de 2009, estes foram alguns dos comentários proferidos por Maestros presentes no evento à revista oficial do evento.
![]() Maestro Carlos Diéguez Foi com muito agrado que via actuar uma Grande Banda no Europarque. Certamente haverá melhores, com músicos profissionais, estudantes do conservatório, bandas com mais recursos... Mas para mim esta é uma Grande Banda: Olé. Explico a minha opinião: A banda soube seleccionar um bom progrma de concerto que incluiu uma marcha composta por um compositor presente (excelente detalhe), assim como o Adiós Nonino, arranjo interessante que serve para trabalhar e melhorar as diferentes secções da banda a interagirem com o solista (trabalho pedagógico e produtivo), A Bamberg Fantasy, boa escolha de obra que para mais serve para trabalhar a musicalidade e o fraseado ou ainda o remate com Morricone que fizeram com que a actuação fosse agradável para todos. A banda incluiu também Notas de Programa que agradecemos e assim colocou os espectadores ao corrente do contexto musical que iriam escutar. Mas para mim o mais meritório da banda é que faz música. Isto é o mais importante. Dominam perfeitamente o repertório que interpretam e não o destroçam, poderiam tocar obras mais difíceis mas preferiram fazer música em vez de a estropiar. Parabéns. Também se nota ao escutá-la que a banda gosta do que faz, que o maestro dirige deixando os músicos expressarem os seus sentimentos. É evidente também o excelente ambiente que se vive no agrupamento, nota-se. A banda é bem organizada, só pelo forma como colocaram as cadeiras antes de sair e a forma como se sentaram foi o suficiente para ver isso mesmo. Tive a sorte de escutar esta grande banda, uma vez que também actuaram no ano passado em Ortigueira (Galiza) e também naquela ocasião tocaram Morriconeʼs Melody com o Nuno e com o Tiago. O público espanhol emocionou-se muito, quase não podendo acreditar no que se estava passando na metade da rua em dia de festa: uma banda portuguesa, uma melodia; uma música e estado puro! Meus parabéns senhores, trabalhai, gostai do que fizerem e sigam neste bom caminho. ![]() Maestro António Lages Esta Banda apresentou-se muito bem, repertório bem escolhido e bem interpretado. Sonoridades bem equilibradas, teve sempre atenta nas dinâmicas, boa afinação e bom timbre por isso o trabalho de grupo resultou muito bem. O trabalho que o seu Maestro, músicos e directores têm vindo a desenvolver é de saudar. A Banda demonstrou boa presença em palco. Os meus parabéns, votos para que continuem o trabalho para engrandecerem o mundo musical. ![]() Prof. Francisco Luís A Banda Velha União Sanjoanense, foi para mim uma surpresa e uma revelação deveras positiva! Na Epopeia, fez-se sentir uma fantástica presença e qualidade! O Maestro Arnaldo Costa, com a sua clareza da linguagem gestual, conseguiu imprimir um notável vigor e entusiasmo! No Adios Nonino, para além de uma determinada inovação, veio confirmar a qualidade do conjunto muito bem trabalhado. Bom início, com boa ligação entre a solista, clarinetes e clarinete baixo. Afinação bem cuidada e boa interpretação do naipe de saxofones. Momento bem agradável no conjunto das vozes (dos instrumentistas) juntamente com os metais. Interessante e rigorosa foi também a forma como Arnaldo Costa dirigiu, que muito contribuiu para a coesão, pulsação e fluidez, que caracterizam Piazzolla. Na terceira obra, A Bamberg Fantasy, os bombardinos, trompas e saxofones evidenciaram-se em grande sintonia. Naipe de trombones com melodia bem fraseada, embora pudesse ter um pouco mais de presença e projecção sonora. Bom gosto e boa qualidade sonora no solo de trompete. Por fim, na composição de Enio Morricone, em Gabriel`s Oboé, os solistas exibiram-se com boa interpretação e doces sonoridades. Bravíssimo! Felicitações à Banda ao Maestro e à Direcção! ![]() Prof. Hugues Kesteman Ora que mais dizer sobre esta muita boa Banda, senão que achei curta a sua actuação. Escolha acertada das obras, boa afinação, precisão e determinação não são decerto as suas únicas qualidades. Sob a batuta competente e dedicada do maestro Arnaldo Costa, ouvimos bons solistas e bonitas melodias. A obra de Morricone foi muito coherente. Como já disse, passou tudo num instante. Saboreei este momento. ![]() Professor Luís Macedo A Banda Velha União Sanjoanense apresentou-se nesta Gala Musical com um bom nível musical quanto à sonoridade, articulação, afinação e equilíbrio entre as diferentes secções; sonoridade harmónica muito rica e coesa. Foi notória a segurança, a maturidade de uma Banda muito bem preparada pelo trabalho refinado do maestro Arnaldo Moreira da Costa, sendo notória a evolução contínua, assente nos valores individuais e colectivos, bem trabalhada tecnicamente com uma segura relação Maestro/Músicos; todos procuram a identidade mais adequada nível estético e estilístico. A Banda é constituída por bons executantes, jovens com valor, contudo, em determinadas fases da sua prestação, surgiram sobreposições de determinadas camadas sonoras, beliscando em determinadas fases, a sua prestação musical, o equilíbrio tímbrico e dinâmico do tutti. Em contraponto com esta observação, devo dizer que esta Banda apresentou-se, no geral, com um colorido tímbrico muito interessante, com pormenores bem conseguidos relativamente à afinação, equilíbrio e sonoridade, com notável estabilidade em cada naipe. Parabéns ao compositor Carlos Taveira, autor da Marcha “Epopeia”, bem orquestrada, com emoções musicais muito agradáveis. Espero e faço votos para que continue A compor. Foi uma Marcha bem escolhida, bem interpretada de forma elegante, sóbria, bom fraseado, energia e rigor rítmico, boa gestão das intensidades e massas sonoras. A obra “Adios Nonino” de autoria do compositor Astor Piazolla, é de muito boa qualidade artística, sendo um atributo pedagógico importante para alterar o paradigma musical das nossas Bandas: outras sonoridades harmónicas, melódicas, novas emoções. A Banda apresentou uma sonoridade e equilíbrio agradáveis, bom colorido harmónico, com todas as vozes do “esqueleto” harmónico equilibradas; sem oscilações rítmicas, bons contrastantes nas intensidades e nos tempos, sempre controlados pela direcção segura, expressiva e flexível do Maestro Arnaldo Costa. A intervenção da jovem Mafalda no solo de clarinete, foi de boa qualidade, com boa fluidez e projecção sonora, boa expressividade, articulação e sonoridade cuidada. Digamos que houve “liberdade de expressão”, pois o sucesso alcançado pela solista também é de quem o acompanha. Espero e faço votos para que continue, pois está no caminho certo para alcançar outros patamares de qualidade musical, com o apoio incondicional do maestro, colegas, e directores. Destaque para a combinação tímbrica clarinete baixo/clarinetes sopranos, originando uma sonoridade envolvente, aveludada com uma afinação e riqueza harmónicas notáveis. Na interpretação da obra temática “A Bambery Fantasy”, a Banda demonstrou carácter musical, fluência e contrastes de intensidades e tempos, correctos e cuidados, preocupação em não sobrepor as belas linhas melódicas, beleza harmónica proporcionada pela correcta simbiose tímbrica entre os diferentes naipes, nomeadamente saxofones/clarinetes. Apreciei a boa articulação, sensibilidade, sonoridade cuidada, aveludada, boa percepção frásica dos bombardinos e trombones, A Banda finalizou o seu bonito recital, com uma obra do carismático compositor Ennio Morricone “Morricone`s Melody”. No geral, o tutti, enquanto suporte melódico e harmónico dos solistas, apresentou sensibilidade musical, com equilíbrio das intensidades/leveza, entre todas as “cores tímbricas” da paleta orquestral. Os dois jovens solistas, Nuno Silva (trompete) e Tiago Martins (saxofone alto), foram irrepreensíveis na sua postura musical, muito tranquila, muita sensibilidade/sentimento e gosto interpretativo, boa articulação e sonoridade cuidada/envolvente; visivelmente entrosados num diálogo de pura beleza, ambos sentiram o que tocavam, “emocionando” o ouvinte, com o espírito e mensagem musical da obra executada, através das belas melodias que emergiam naquela sala. Finalizo com palavras de felicitações ao Maestro, Músicos e Directores pelo trabalho sério e honesto, cujos índices de motivação são um forte incentivo para que continuem a divulgar a Música como Arte renascida em cada momento da vida. ![]() Prof. e Maestro António Saiote Gostei bastante de ouvir a banda dirigida pelo Arnaldo Costa pois revelou uma grande seriedade, no tratamento de conjunto, rigor na preparação do programa, e gosto musical. Realço o solo de clarinete, assim como outros solos de elementos da banda com uma sonoridade muito interessante. ![]() Maestro Carlos Taveira Apresentação de grande nível. Foi uma agradável surpresa para mim, o nível apresentado por esta banda. Era uma banda que eu não conhecia e que me surpreendeu pela positiva. Todas as obras executadas, foram-no com grande qualidade, demonstrando um conjunto homogéneo e equilibrado. Banda com um nível de afinação e precisão rítmica muito bom. Foi notório o trabalho de conjunto realizado ao nível do fraseado e das dinâmicas. Gostei particularmente do repertório apresentado. As obras Adios Nonino e Morriconeʼs Melody, talvez tivessem conseguido maior eficácia, no resultado final, se porventura os solistas, de bom nível, tivessem executado as obras voltados de frente para o público, em vez de lateralmente. É que por vezes estes eram pouco audíveis. Outras soluções para este aspecto poderiam passar por microfones junto dos solistas ou pela redução do número de executantes da banda, reduzindo assim o volume sonoro em algumas partes mais sensíveis das respectivas obras, proporcionando assim um maior destaque ao respectivo solista. Em síntese, uma apresentação de grande nível por parte desta banda. Muitos parabéns. ![]() Maestro António Ribeiro Esta Banda apresentou-se neste Festival demonstrando um nível musical e artístico muito apreciável. Foi a banda mais equilibrada do certame. A Banda Velha União Sanjoanense deu início ao seu Concerto com uma agradável marcha de um compositor português “Epopeia de Carlos Taveira”, cumprindo assim uma premissa importante. Devo dizer que gostei do carácter da interpretação, cujo discurso musical se balizou dentro dos parâmetros normais para uma boa Banda Filarmónica. Boa sonoridade e afinação. O “Tango Sinfónico de Adios Nonino” propiciou-nos o ensejo para apreciarmos a boa interpretação da clarinetista Mafalda Gomes. Foi um momento muito interessante. Aquando da parte cantada em vocalizo “ah,ah…”, os músicos cantores foram exemplares. Refiro com ênfase este pormenor pelo facto de muitas vezes, por falta de hábito, os músicos de grande parte das nossas filarmónicas, nestes momentos corais, terem prestações pouco dignas, transparecendo um sentimento de timidez que acaba por manchar qualquer trabalho. De referir uma ligeira desafinação dos metais que não manchou o exposto. Na “Abertura temática de Ben Haemhouts – A Bamberg Fantasy” realço o legatto da Banda, muito interessante. Na última obra de Ennio Morricone a dupla de solistas valorizou a performance desta banda, que, diga-se em abono da verdade, tem evoluído muito. Esta Banda apresentou recursos que lhe permitem, em qualquer altura, abordar programas com grau de dificuldade superior. Parabéns aos Músicos, Maestro e Direcção. ![]() Maestro Milton Areia Banda muito interessante. Tem excelente equilibrio entre naipes. Nota-se que há um grande trabalho feito pelo maestro e uma grande sensibilidade musical. Gostei, pessoalmente, da sua forma de dirigir, com gestos claros e precisos, o que contribuiu para a excelente prestação da Banda. Os solistas, na ultima obra, tambem estiveram muito bem. Na generalidade estamos perante uma banda com uma surpreendente qualidade de musicos e de atitude. Parabens a todos especialmente ao maestro. ![]() Maestro Afonso Alves Uma das razões que me levam a apreciar a vivência desta banda é a naturalidade disponibilidade e entusiasmo com que se apresenta nos mais diversos eventos. Uma outra razão é a permanente evolução. Quando fui convidado como comentador, foi-me dito que os comentários deveriam surgir como conselhos às bandas para, se assim o entendessem, melhorarem a sua performance. Parece-me que neste caso não terei muito a aconselhar, pois os aspectos sobre os quais poderia eventualmente pronunciar-me são sobejamente conhecidos no seio deste agrupamento e, isso é óbvio, continuamente trabalhados. Mérito do maestro. Mérito dos instrumentistas. Banda bem equilibrada, afinação confortável, banda e maestro em diálogo permanente, grande cumplicidade com os solistas. Um dos aspectos perturbadores desta óptima prestação da Banda Sanjoanense, aliás comum a todas as bandas participantes, foi a sobreposição, sobretudo nos fortes, da secção dos metais que por estarem posicionados num plano mais elevado que as madeiras, anulavam substancialmente o timbre enriquecedor principalmente dos clarinetes. Com um bom leque de solistas dos quais tivemos oportunidade de ouvir três, a Banda Sanjoanense proporcionoume um excelente momento de música. Apesar de ter gostado do reportório para instrumentistas solistas, fiquei desejoso de ouvir mais a banda no seu todo fruto da pujança com que a banda interpretou a 1ª e 3ª obra. Parabéns, não se desviem do rumo que traçaram. ![]() Prof. e Maestro Kevin Wauldron A banda entrou com dinamismo e mostrou muita alegria! Quão bom e quão suave é ouvir os músicos cantarem com as suas vozes! Foi uma conjuntura deliciosa de se ouvir e de se apreciar. Parabéns para o maestro Arnaldo Costa que dirigiu com confiança e autoridade musical, no palco expressa muita ousadia. |










